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MENSAGEM DO DIA
03.07.2017
As quatro bolas
Um homem chamado Ganesha tinha quatro filhos.

Quando os filhos estavam em plena adolescência, o pai começou a inquietar-se.

Notou que cada um deles tinha um temperamento e que eram muito diferentes entre si.

O mais velho era calado e apático, sem ânimo para trabalhar, sempre tímido.

O segundo era cheio de manias, teimoso e nunca dava atenção aos conselhos e advertências paternas.

O terceiro, inteligente, hábil e criativo, esforçava-se para prosperar na vida.

O quarto revelava-se arrebatado, violento, impulsivo e desonesto.

Impressionado com aquela inexplicável diversidade de gênios, Ganesha foi procurar um sábio:

- Tenho quatro filhos, que foram educados por mim da mesma forma, com exemplos idênticos e orientados por iguais ensinamentos. E agora que estão crescidos, o que vejo? Cada um deles tem um caráter, um gênio. Como se explica isso, essa diferença entre criaturas que beberam a mesma água, comeram o mesmo arroz, viveram sob o mesmo teto e ouviram as mesmas preces e conselhos?

O sábio levou Ganesha a uma sala onde havia uma mesa quadrada de ferro e sobre ela estavam colocadas quatro bolas escuras.

- Está vendo estas bolas, meu amigo? São rigorosamente iguais na forma, no tamanho, na densidade e na cor, certo?

- Sim, poderia jurar que as quatro bolas são iguais, respondeu.

- Pois, bem, as aparências enganam, disse o sábio. Atire uma a uma, com a mesma força, com o mesmo impulso, de encontro àquela parede.

Ganesha obedeceu, atirando a primeira bola, a qual, com o choque, achatou-se e caiu disforme.

Tomou, a seguir, a segunda bola e arremessou-a à parede, exatamente como fizera com a primeira. Ao chocar-se com a parede, ficou pregada no lugar em que havia batido e dali não se desprendeu.

A terceira bateu na parede e saltou de novo, perfeita, como se fosse movida por estranha mola segura e firme.

A quarta e última bola, arrojada à parede, deu um estalido forte e quebrou em vários pedaços, que saltaram para todos os lados.

- Estas quatro bolas – disse o sábio – são como os filhos de um mesmo pai. Parecem iguais, mas cada qual tem um caráter, um feitio.

A primeira bola, que bateu na parede e caiu como um molambo, é o filho inútil, moleirão.

O filho teimoso, obstinado, está representado pela segunda bola, que permanece agarrada à parede.

A terceira bola é o filho prestativo e bom que salta radiante para voltar às mãos do pai e servir de novo.

A última bola é a imagem do filho desmancha-prazeres, violento e impulsivo.

Cada ser carrega dentro de si uma bagagem diversa daqueles que o cercam.

Por isso, filhos de um mesmo pai, criados da mesma forma e a quem foram oferecidas as mesmas oportunidades, apresentam-se tão diferentes.

São espíritos com histórias, conquistas e dores diversas. Compete àqueles que têm a função de educar ou orientar crianças ou jovens, atentar para essa inegável realidade. E tirar proveito desse fato que pode servir de recurso de crescimento e progresso para todos aqueles que se encontram agora reunidos, por justas razões, não ignoradas pela Providência Divina.
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Apresentação: Adriano Tarelli
2ª a 6ªfeira, das 16h às 19h e aos sábados das 15h às 18h