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26.02.2014 - 15h03
Négo vai destacar a Magia do Circo na Osvaldo Aranha
Cerca de 140 pessoas vão representar o Négo nas noites de desfile.

Foto: Giuliane da Silva

O Négo quer proporcionar, aos amantes do carnaval, um pouco da magia circense.

Uma das artes mais antigas do mundo vai estar em evidência nas noites de carnaval, na Osvaldo Aranha. A Acadêmicos do Samba promete levar à rua grande de Venâncio Aires a alegria que a tal arte proporciona através das performances de um acrobata, a coordenação de um malabarista, o equilíbrio de um equilibrista e o humor dos palhaços. O Négo quer proporcionar, aos amantes do carnaval, um pouco da magia circense.

Durante o ensaio realizado na última sexta-feira, 21, que a Rádio Terra FM acompanhou, estiveram presentes os "Doutores P". De acordo com o presidente da escola, Cláudio Jung, os palhaços também vão descer a avenida. “Eles fazem parte da comissão de frente, que vai ser bem diferente do que estamos acostumados a prestigiar em desfiles. Essa é a nossa grande surpresa”, destaca.

Em dez alas, cerca de 140 pessoas vão representar o Négo e demonstrar a paixão que sentem pelo Carnaval. O samba enredo foi composto por Daniel da Rosa. Rosana Pinheiro é a rainha da escola e a madrinha de bateria é Ana Laura da Rosa.

São quase 80 anos descendo a Osvaldo Aranha nos desfiles carnavalescos e a Acadêmicos do Samba nunca deixou de lado sua essência. “A nossa sociedade foi formada por famílias, então são 78 anos descendo a Osvaldo Aranha com essa filosofia”, destaca o presidente da escola, Cláudio Jung.

A BAIANA MAIS ANTIGA

Entre todos os carnavalescos, uma baiana em especial se destacava no ensaio da última sexta-feira, 21. O cabelo branco e as linhas profundas que o tempo lhe deixara no rosto entregavam a sua idade. Com 75 anos, dona Terezinha, no seu próprio ritmo, costurava o salão sambando.

A mulher, que faz parte do grupo há quase 60 anos, é a integrante mais antiga e ativa da escola. Já aos 14 anos de idade, dona Tereza representava a sociedade. Mãe de nove filhos sempre os incentivou à amar o carnaval. Para dona Terezinha o importante é a paixão pelo carnaval ser passado de geração para geração.

Tereza da Rosa praticamente vive para o carnaval, porque, segundo a carnavalesca, enquanto ela existir a festa popular nunca vai acabar. “Ele nunca vai acabar se depender de mim. Eu sempre digo, enquanto eu puder descer a rua grande eu vou. Quando minhas pernas não conseguirem mais me carregar vou pedir para me colocarem em uma cadeira de rodas para poder descer junto com o bloco”, destaca.

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